Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Um livro diferente e interessante






Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas.

"E esta foi a história. Estas foram as histórias de Charlotte, Rose e Gerry, Anton, Jeremy e Stella, Marion, Henry, Mark, de todos eles. As histórias tão caprichosamente desencadeadas porque, certo dia, algo aconteceu a Charlotte na rua. Porém, claro que este não é o final da história, das histórias. Um final é um dispositivo artificial; nós gostamos de finais, são satisfatórios, convenientes e têm um propósito. No entanto, o tempo não tem um final e as histórias sucedem-se ao ritmo do tempo. De igual forma, a teoria do caos não pressupõe um final; o efeito em cadeia continua, inquebrável. Estas histórias não têm um final; elas seguem em diferentes direcções, cada uma no seu próprio caminho."



Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Lá se vai o meu mealheiro!




Hoje foi dia de chamar o reboque! Como diz o velho ditado: "Há sempre uma primeira vez para tudo." Até correu bem. Estou mais preocupada com o que vou ter que pagar na oficina. E eu que andava tão contente com o meu mealheiro para a feira do livro. Por falar nisso, ainda não ouvi nada a respeito. Alguém sabe quando começa?


Sábado, 11 de Maio de 2013

Vamos ó mês!



A minha mãe e a minha tia vieram cá passar uns dias, calhou a ser no fim de semana em que também veio a Júlia lá do Lar. Esta tarde estavam a preparar-se para sair quando a Joana lhes perguntou para onde iam:

 - Ó mês! responderam elas.

A Joana muito admirada pensou se iriam ao mês de Junho porque é o que vem a seguir a Maio.

Mas afinal elas iam só mesmo ali à igreja rezar o terço.


Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

O Santiago diz olá!



















Estava aborrecida



Peguei neste livro do Ken Follet e só parei no fim! 

"A fabulosa intriga, passada na Segunda Guerra Mundial, no seio da Resistência francesa, e uma ousada missão fazem desta obra uma das melhores de Follet."

Sinopse

Maio de 1994, duas semanas antes do Dia D: a Resistência francesa empreendeu um ataque falhado a um castelo que alberga uma central telefónica alemã vital para os movimentos das suas tropas. Impõem-se medidas drásticas e Flick Clairet, uma jovem agente britânica, surge com um plano ousado: lançar-se de pára-quedas, em frança, acompanhada por uma equipa exclusivamente feminina (Jackdaws). Objectivo: disfarçarem-se de empregadas de limpeza francesas e... entrarem no castelo. O plano parece ser a única alternativa. O certo é que Rommel nomeou o implacável coronel Dieter Franck para esmagar a Resistência francesa. E ele já tem o seu primeiro alvo: Flick Clairet...


Domingo, 5 de Maio de 2013

OH!





Acabei de ler o último volume da trilogia de Langani. Ficou a saber-me a pouco! Que pena não haver mais!

"Passado nas regiões selvagens e imprevisíveis do Quénia, Luz Efémera é uma história de coragem, amizade, traição e sacrifício redentor."

"- Doze anos - disse Hannah suavemente. - Faz amanhã doze anos que tive a minha grande festa de aniversário no acampamento do Anthony em Samburu. Parece que foi há uma eternidade. Aconteceu tanta coisa e todos nós enfrentámos privações e acontecimentos trágicos. Mas, apesar de tudo, nós as três, eu, a Sarah e a Camilla, cumprimos a promessa que fizemos em Langani, de que o Piet foi testemunha. Quando fizemos um corte na mão e misturámos o nosso sangue para nos tornarmos irmãs.
 - Repetimos esse voto na praia de Watamu, lembram-se? Na véspera de Ano Novo. A última antes da independência - disse Sarah. - Antes de sermos mandadas para fora.
 - Nessa noite estavas connosco, Anthony. - Hannah estendeu o braço para lhe pegar na mão. - Era tudo tão incerto, as pessoas não sabiam se deviam abandonar o país ou continuar a ter fé suficiente para adoptarem a cidadania. Éramos todos muito jovens e, no entanto, tínhamos a certeza de que íamos ficar, apesar de termos sido obrigadas a passar algum tempo longe daqui. E tínhamos razão. Este país continua a ser o lugar a que pertencemos. É a nossa casa."

" - Não existe nenhuma resposta fácil - disse o padre Andrew. - O sofrimento é muitas vezes incompreensível. Viver em sofrimento torna-nos humildes. Torna-nos mais benevolentes, se assim deixarmos. Extingue as impurezas. Ensina-nos a aceitar-nos e a preocuparmo-nos uns com os outros nas nossas fraquezas porque uma coisa é certa... mais cedo ou mais tarde, estaremos por baixo. Todos nós precisamos de consolação e apoio. A primeira coisa, minha filha, é não julgar. Nunca poderemos saber ao certo o que leva as pessoas a fazer o que fazem. Só Deus compreende o que nunca poderemos ver. Deixe o juízo com ele. Ele sabe como moderá-lo com o amor. E não se julgue também com demasiada severidade. Recorda-se da história da mulher que ia ser morta à pedrada?"


PORQUE ELA É MÃE







" Partiu o pão em dois pedaços e deu-os aos filhos, que o comeram avidamente. «Não guardou nenhum para si», murmurou o sargento. «É porque não tem fome», disse um soldado. «É porque é mãe», disse o sargento."


Sábado, 27 de Abril de 2013

E venha de lá o terceiro!




Adorei este segundo volume que é a sequela de Irmãs de Sangue.

" Ler Um Fogo Eterno é como estar sentado numa varanda com um gin tónico na mão a contemplar o pôr-do-sol em África."
                                                                                                                          The times


"- Foi aqui que fizemos a nossa promessa há quatro anos - disse ela. - Cortámos as mãos e fizemos um juramento de sangue em como olharíamos sempre umas pelas outras. E agora que a Camilla voltou, pensei que podíamos renovar esses votos. Não precisamos de tornar a abrir buracos nas palmas das mãos mas podemos pronunciar as palavras. E sei que o Piet ainda as ouve e que está connosco hoje.
 - Prometo nunca esquecer, ser eternamente fiel à nossa amizade e dar apoio às minhas irmãs sempre que precisarem de mim. - Sarah recordava-se exactamente das palavras como se as tivesse proferido no dia anterior. Deram as mãos, enquanto Hannah e Camilla repetiam o voto, e depois permaneceram enlaçadas, à sombra da figueira a que Piet amarrara o seu cavalo e assistira ao juramento inicial. Num dia ensolarado que agora parecia ter tido lugar noutra vida."



Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

25 de Abril




Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Dar uma mostrecada



Ou seja, tropeçar quando se vai a andar. Se a mostrecada for mal dada não nos aleijamos muito, agora se for bem dada corremos o risco de ficar sem a carocha dos dedos! A mim aconteceu-me muitas vezes quando era pequena e andava sempre descalça.


Domingo, 21 de Abril de 2013

Uma história apaixonante e muito bem escrita




Durante a infância, três meninas de meios sociais muito diferentes tornam-se irmãs de sangue: a irlandesa Sara Mackay, a africânder Hanna van der Beer e a britânica Camilla Broughton Smith juram que nada nem ninguém quebrará o laço que as une. Mas o que o futuro lhes reserva vai pôr à prova os seus sonhos e certezas. Separadas pela distância e pelas obrigações familiares, as três jovens são atiradas para um mundo de interesses em conflito. Camilla alcança o sucesso como modelo na animada Londres da década de 1960; Sarah Mackay é enviada para a universidade na sua Irlanda natal, uma experiência penosa que apenas fortalece a sua determinação de voltar para África; e a família de Hannah Van der Beer esforça-se para manter a fazenda que os seus antepassados africânderes erigiram na viragem do século. Os seus laços serão constantemente postos à prova e, a par do exotismo de África, a sua amizade será pano de fundo para interesses amorosos cruzados e promessas quebradas."



" - Foi uma noite maravilhosa - disse Sarah. - É uma pena que tenha de acabar sem sabermos onde vamos estar todos dentro de alguns dias.
 - Vamos fazer uma promessa - disse Hannah. - Uma  promessa solene como antes. Que voltamos juntos para aqui quando fizermos vinte e um anos.
 - Eu prometo - Camilla estendeu ambas as mãos. - Prometemos todos, não prometemos?
Ajoelharam-se em círculo na areia, rodeados pelo movimento ondulante do oceano escuro, salpicado de estrelas, e abraçaram-se uns aos outros, rindo a um futuro risonho e aos sucessos que relatariam uns aos outros no inebriante momento em que se reencontrassem."



Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Lua Adversa







                                
Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
Fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
No secreto calendário
Que um astrólogo arbitrário
Inventou para meu uso.

E roda a melancolia
Seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
Não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
O outro desapareceu...

Cecília Meireles,  in 'Vaga Música'